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Simpatectomia torácica consiste na secção da cadeia simpática ao nível torácico
com o intuito que interromper a transmissão do neurotransmissor acetilcolina para as
glândulas sudoríparas produtoras de suor. Ao bloquear essa ação, mesmo que haja a
intenção de sua, as glândulas sudoríparas não são estimuladas a produzir suor na
determinada região operada (por exemplo, as mãos).
Na hiperidrose palmar (mãos) e axilar, casos selecionados podem
ser candidatos ao tratamento cirúrgico por simpatectomia torácica. A indicação do
tratamento cirúrgico envolve razões estéticas, mas tem uma grande importância pela
repercussão psicológica, perda de qualidade de vida e até supressão social em casos
severos.
A simpatectomia torácica é realizada através de cirurgia minimamente
invasiva, ou seja, cirurgia por vídeo. A anestesia de escolha é geral, mediante intubação
orotraqueal. Uma ou duas pequenas incisões de 1 cm são realizadas na axila ou na parede
lateral em cada lado do tórax, é introduzido uma câmera de vídeo, identificada a cadeia
simpática e realizada a secção pela técnica de termo-ablação. O procedimento tem duração
média de 30 minutos e, após a recuperação pós-anestésica, o paciente é encaminhado
para o quarto. Geralmente não são colocados drenos ao final da cirurgia.
O período de internação é curto, em média de um dia, sendo possível
por vezes receber alta hospitalar no mesmo dia da operação após algumas horas de
recuperação pós-anestésica. O paciente recebe tratamento para controle de dor pós-
operatória e deve realizar repouso para atividades físicas durante 1-2 semanas. Retorno em
consultório ocorre em 7-10 dias de pós-operatório.
Obesidade é uma contra-indicação ao procedimento, sendo
razoável operar em pacientes com IMC inferior a 26. Atenção especial é dada ao risco de
sudorese compensatória, situação em que áreas do corpo que antes da cirurgia não
suavam, e passam a suar após. É uma complicação inerente ao procedimento, não sendo
possível prever quando irá ocorrer, para qual área do corpo e qual intensidade do suor. Por
essa razão, a indicação da cirurgia deve ser absolutamente individualizada e discutido o
risco-benefício entre o cirurgião torácico e o paciente.

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